segunda-feira, 20 de julho de 2009

18/01/2006






Hoje rodamos 412 km. foi um dia realmente maravilhosos e emocionante. Depois de um desayuno reforçado, saímos de Purmamarca em direção a San Pedro de Atacama. Bom, as estradas, ótimas para variar, No início a paisagem só apresentava um solo seco, com cactos , montanha multicoloridas, lindas! Depois, começamos a subir até uns 3500 m de altitude, com a estrada cheia de curvas e neblina muito intensa. O frio foi apertando.... Continuamos a subir e atingimos perto de 4200 m, e bem nese ponto...Acredite! Tinha um louco de bicicleta acampado naquele frio e naquela altitude. É, tem louco pra tudo mesmo... Depois descemos um pouco e vimos muitas lhamas, alpacas enfeitadas, pastando e também no meio da estrada. Abastecemos a moto em Susques, há 135 km de Purmamarca. Enchemos os galões (10 litros de reserva) pois não há postos até o Atacama e a gasolina seria necessária.
Ao chegar na aduana Argentina, aguradamos na fila os trâmites legais. Eu e a Juliana tivemos que sair, porque um agente ficou nervoso e pra não dizer furioso, mandou nós duas sairmos de dentro da aduana. Alcenir e Maurício apresentaram nossos documentos. Do lado de fora uma turma bagunceira aguardava os trâmites, adivinha.... eram brasileiros, só pode né? A Juliana, fascinada pelas Havaianas apontava para os pés dos distintos compatriotas tupiniquins... e suas batida havaianas coloridas.
Depois de tudo pronto, parada para foto na fronteira Argentina e Chile (afinal, não é todo dia que vc passa por aqui...)
O caminho, lindo é claro, chamado Paso de Jama. De longe avistamos os picos nevados e para mim esse foi um dos pontos mais emocionantes da viagem. A moto não passava de 80 km. Rodamos até o limite da motoca, tadinha, sfrendo com a altitude. Quanto mais subíamos, maior era o frio. De repente, pequenos flocos começaram a cair do céu. Era neve, empequena quantidade, mas neve. Chegamos a uma ltitude de 4809 metros. Quando parávamos para fotografar o cansaço aparecia, mas nada de tão grave, como muitos dizem por aí. Sei lá, acho que a adrenalina não deixou a gente passar mal!!!
Depois, começamos a descer muito rápido, de maneira abrupta e o calorzinho foi chegando. Na descida dava pra ver San Pedro de Atacama, com muito vento e redemoinhos de areia. Em San Pedro,fomos a uma casa de câmbio, encontramos um hotel e fomos comer pizza, uma delícia.

17/01/2006





Hoje é aniversário da Juju, minha irmãzinha querida! Que saudades!!Saímos de Joaquim Gonzales lá pelas 10 hora~s (vê se isso é hora de sair...)em direção a San Salvador de Jujuy. No caminho, almoçamos num vilarejo simpático chamado Yala, pra frente de San Salvador. Comemos muito bem, no "comedor" do Senhor Abdré. O cardápio foi Pollo, empanada, carnes e ovo, além de arroz (papa, mas arroz). Passamos por várias cidadezinhas e pequenos vilarejos e a medida que rumávamos a Purmamarca a altitude foi aumentando. Purmamarca é uma pacata cidadezinha (mas nessa época do ano, cheia de hippies do mundo todo...uma gente alternativa mutcho loca...), onde está localizado o Cerro de Siete Colores, uma pequena montanha multicolorida que vale a pena visitar. As casinhas são de adobe (não é o acrobate reader....), praça central com muuuuuitas barraquinhas de roupas tradicionais andinas, artigos para presente...Ai tentação! Fomos até Tilcara, a 22 km de Purmamarca pois aqui não há postos de gasolina. Lá em Tilcara, comemos um sanduíche com café. Também compramos galões para a travessia até o Deserto do Atacama.
Bom quanto ao hotel em Purmamarca, tivemos que dormir no mesmo quarto que a Juliana e o Maurício pois estavam todos lotados. Foi muito divertido, pois ficamos conversando até tarde e eles querendo falar português e nós com aquele portunhol terrible....Amanhã tem mais, Atacama, aí vamos nós! Uhu!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

URUGUAI - 2009



De 11 à 21 de janeiro de 2009 fizemos uma viagem até Buenos Aires, passando pelo Uruguai. O objetivo: ver a chegada do Rally Dakar, pois a prova percorreu territórios argentinos e chilenos. E a largada e chegada ocorreram em Buenos Aires, para nossa felicidade!! Nossa aventura foi em cima de uma moto XT 660 e muita vontade de conhecer novos lugares!
Tudo correu muito bem. Uruguai é um país muito bom para viajar, pois as estradas são tranquilas, sem muito movimento de veículos.
Saindo de Curitiba no dia 11/01/2009, conseguimos chegar apenas em Araranguá - SC, pois a chuva a partir de Laguna foi torrencial e não valia a pena arriscar... No dia seguinte, rumamos até Pelotas - RS e mais chuva que Deus mandava.... Passamos pela Reserva do Taim, e deu até pra fotografar um jacaré! Estrada com chuva não é legal, então a cada ponto de ônibus, se percebíamos que a chuva "estava indo", parávamos e curtíamos comendo uma barrinha de cereal, tomando uma água e assim foi indo. Até que conseguimos passar a fronteira, depois de algumas burocracias e seguimos em direção ao Forte de Santa Teresa, um lugar muito bonito e cheio de paisagens para fotos.










Dormimos em Castillos, pois apesar de recebermos indicação de hotéis no litoral, como Punta Del Diablo, os preços eram um pouco "salgados" e resolvemos procurar mais. Essa cidadezinha, Castillos é muito agradável, e para variar, assim que chegamos caiu uma tempestade daquelas! A cidadezinha ficou inundada em pouco tempo, mas chuva de verão passa logo, né? Saímos para conhecer "la ciudad" e nossos "hermanos" com o nosso portunhol engraçadinho....


No dia seguinte, rumamos em direção a Colonia Del Sacramento,

passando por Punta del este, Montevidéu e outras cidades simpáticas e acolhedoras.










Os posto de gasolina muito bons, com banheiros limpos e conveniências para fazer "uma boquinha", afinal motociclista não vive de vento, não é? OU VIVE?


Colonia del Sacramento é simplesmente uma cidade linda, encantadora, repleta de estreitas ruas pavimentadas com pedras, muito rústicas, e belas, datadas do século XVII. A Calle de los Suspiros é uma das ruas mais belas, e pavimento original português. São muitas as atrações no local, como museus, praças, farol com vista panorâmica e construções antigas para ver, fotografar e admirar. Também é um dos pontos de partida para rumar a Buenos Aires de buque bus, uma espécie de balsa muito moderna e confortável, com serviço de lanchonete, banheiros, televisão e shows de tango, salsa e outras danças latinas.





Acabamos deixando a moto em Colonia, pois levá-la até Buenos Aires seria um custo desnecessário, pois não queríamos nos estressar e a ideia era curtir.


O passeio de buque vale a pena, pois não é todo dia que a gente atravessa o Rio da Prata (Mar del Plata) que vemos nos livros de Geografia! Bom, não existe melhor maneira de conhecer e entender geografia, história do que vivenciar na prática...Com nossas mochilas rumamos do porto para o nosso hotel, graças a Deus temos o GPS que muito nos ajuda. É um modelo da Garmin muito útil durante toda nossa viagem. Depois de instalados, já saímos dar um giro pela cidade. Nossa quantos carros, que movimento...........senti saudades de nossa Curitiba, tão provinciana... e tranquila também, perto dessa megalópole que é Buenos Aires.Ficamos quatro dias andando prá lá e prá cá, tentando conhecer os lugares mais famosos da cidade como o Caminito, o bairro La Boca onde fica o estádio do Boca Juniors (é claro, né, eu gosto de futebol, mesmo sendo dos argentinos.....), o Obelisco, a Ponte da Mulher, e bairro Palermo, parecido com o nosso Largo da Ordem, com um monte de quinquilharias pra vender.


























Sem falar das famosas "tortillas" DELICIOSAAAAAs, uma espécie de empadão com recheios deliciosos. Bem, para nós curitibanos da "gema" quase morremos de calor em Buenos Aires, parecia que a água não matava a sede e como só caminhávamos a todo momento queríamos nos refrescar.





No tão sonhado dia, a chegada do Rally, pudemos ver de perto os competidores, chegando exaustos, imundos e FELIZES! Carros, motos, caminhões de todos os países foram chegando e o público tão entusiasmado gritando, acenando, aplaudindo todos aqueles homens e mulheres vencedores! Foi tudo tão envolvente e alegre, pois não importava o idioma, a nacionalidade, todos estavam comemorando a vida! A chegada dos pitotos foi um momento único para nós, pois o rally Dakar é mundialmente famoso, e poder ver de perto essa festa foi demais!!!!
Espero poder participar no ano que vem novamente!!!!!












O Rally foi mesmo de encher os nossos olhos e emocionar nossos corações!! Mas é hora de regressar!



Voltamos de buque até Colonia, onde havíamos deixado a moto. O buque lento demora três hora para atravessar de Buenos Aires até Colonia, e então foi um tanto quanto monótona a viagem, me deu até sono....





Depois de regressarmos a Colonia, pegamos a moto, arrumamos os alforges e partimos rumo a Rivera, passando por Canelones, Florida, Durazno, Paso de los Toros e Tacuarembó. Na ida fomos pelo litoral uruguaio, e na volta por um caminho do interior. Pastagens infindas, e paisagens deslumbrantes nos acompanharam até Rivera, última cidade uruguaia antes de entrarmos no Brasil. Santana do Livramento - RS faz fronteira com Rivera- Uruguai e assim nos instalamos num hotel em Rivera e jantamos em Ssantana do Livramento.




Na nossa última noite dormindo fora, nos hospedamos novamente em Araranguá, num hotel muito bom, afinal, tínhamos que fezhar a viagem com chave de ouro!

Bom, agora é programar a próxima aventura!!! Até mais!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

16/01/2006







Hoje o dia foi repleto de surpresas. A começar pelo hotel que não tinha café da manhã, ao contrário do que a recepcionista havi a nos falado.... Bom, tudo bem, tomamos um cafezinho num posto em Corriente mesmo e seguimos viagem. No início, pegamos a ruta errada e tivemos que voltar, Tudo bem né, mesmo com GPS a gente se perde às vezes..... Nosso objetivo era chegar em Salta. Lá pelos 90 km mais ou meos, paramos num posto e conversamos com um casal de colombianos, Juliana e Maurício. Eles estavam na estrada há 43 dias!!!!!Percorreram quase todo o litoral brasileiro e estavam indo em direção a Salta também. Fomos juntos, percorrendo esse caminho. Em um certo momento eles sinalizaram que havia algo errado com nossa bagagem: os forros de nossas roupas que tiramos devido ao calor, haviam se soltado dos extensores e estavam queimando no escapamento. Aprendemos uma lição: não deixar nada "pendurado" em cima do bauleto da moto...O forro da minha calça sumiu, e os que sobraram acabaram sendo danificados pelo calor do escapamento. Paciência, ajeitamos as coisas dentro do bauleto e continuamos a viagem. Seguimos a ruta 12 em direção a Pampa Del Inferno, com um vento que chegou a nos tirar da estrada! Ainda bem que o Alcenir soube conrolar a moto!
Chegando em Pampa Del Inferno, meu Deus, o que é aquilo? Um misto de filme de faroeste, com tempestade de areia e ventos insuportáveis além do calor é claro... Seguimos viagem até Monte Quemado, mais retas, vento e calor. Eram 16 horas mais ou menos e almoçamos, pois a fome apertou legal. Começou a chover demias e o Alcenir foi mexer na moto e encontrou um vazamento de gasolina. O Maurício o ajudou a consertar a moto e enquanto isso eu e Juliana ficamos conversanto nossos "portugueses" e "espanhóis".
Depois de tudo pronto, saímos de lá por volta das 18 horas e debaixo de muita chuva mesmo, chegamos em Joaquim V. Gonzales, simpática cidadezinha, onde nos hospedamos no Hotel Colonial. Excelente hotel! Fomos dar uma volta à noite e ligamos para a família para dar notícias.
















sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

15/01/2006




Hoje rodamos aproximadamente 630 km novamente. Até que fizemos uma boa média, se considerarmos o calor infernal que fez na Ruta 12 por onde passamos na Argentina. Na aduana para entrarmos na Argentina, foi necessário somente o documento de identidade, mas levamos quase 40 minutos para efetuarmos os trâmites legais, conferência de documentação nossa e da moto, "permission" para ficar no país, essas coisas... Depois disso rumamos a Corrientes, simpática cidade na parte norte da Argentina. Bom, as retas na estrada eram intermináveis, parecia que não acabariam nunca!!! E o mais difícil foi o calor, para nós acostumados ao frio. Quando paramos nessa região tão quente, no primeiro posto para abastecer, achamos estranho, pois não havia ninguém no local, apesar de ser um posto com boa estrutura. Depois percebemos que os frentistas ficavam "escondidos" dentro da loja de conveniência, por causa do ar condicionado. Nos próximos postos aprendemos a lição: entrávamos rapidinho dentro das lojas para nos refrescar ( com água e com o ar condicionado!!)

Machu Picchu - 14/01/2006

Saindo de Curitiba, por volta das 8 horas da manhã, seguimos rumo a Foz do Iguaçu, rodando cerca de 630 km. O calor em Foz beirava os 40°, o que para nós, acostumados ao friozinho de Curitiba, foi quase que insupotável....Às 20 horas fomos dormir num hotel da cidade, pois o cansaço de noite mal dormidas de ansiedade nos fez ficar mais cansados ainda. Nós estávamos extremamente ansiosos pois não é todo dia que a gente sai para viajar para o Peru...ainda mais de moto... No dia seguinte a aventura aumentaria...